A vingança de Gaia é uma literatura indispensável a todos que se interessa em ter um futuro confortável em nosso planeta. É uma pena que algo de tanta valia não seja mais bem aproveitado por todos os interessados, vulgo seres humanos.
Quando leio que o governo de santa Catarina acaba de aprovar uma legislação ambiental mais branda onde se reduz de 30 metros para 5 metros a área de proteção ambiental das margens dos mananciais fico imaginando: - Quantas tragédias ainda precisam acontecer naquela região até que percebam que seus atos têm conseqüências não só regionais e sim universais?
Lembro-me bem que em menos de um ano aquela mesma região foi devastada pelas enchentes, das quais muitos culparam a natureza, culparam o impensável, atribuíram ao acaso ou pior, convenceram todos que aquilo não passou de uma fatalidade.
Fatalidade? Aquelas terras onde seus rios tiveram as margens devastadas pela ocupação indevida do parasita “ser humano” e de seus pastos e plantações. Aquelas terras onde havia arvores e matas ciliares agora têm pastos e plantações, casas e barracos.
“Chegou à hora de planejarmos uma retirada da posição insustentável que agora atingimos pelo emprego inadequado da tecnologia. Melhor recuar agora, quando ainda dispomos de energia e tempo. Como Napoleão em Moscou: Temos bocas demais para alimentar e recursos que diminuem diariamente enquanto não nos decidimos”. James Lovelock
Chega ser divertido ler que: O governador de santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), acha que o Brasil precisa que os estados alterem suas leis ambientais para atender a sua “população” que não “tem” condições de cumprir o que a lei os obriga.
Está claro que homens como ele não tem visão global, pensam pequeno e nunca se importarão com o futuro. Precisamos de uma revolução cultural, onde o nosso lar seja preservado acima de tudo, acima da ganância e do individualismo de poucos.
Faz-se necessário o surgimento de um estado forte que abrace esta causa, que os problemas não sejam resolvidos da forma mais fácil, e sim da mais eficiente. Que nosso planeta seja respeitado como nossa casa é, pois ele é o nosso lar e estamos aqui de favor.
No fim a Terra irá vencer. Se até nas rachaduras do asfalto podemos ver a natureza brotar e brilhar, o que nos faz pensar que podemos nos impor a ela, se ao pequeno sinal de que a incomodamos ela nos varre com um tsunami, com tornados, vendavais, grandes estiagens e secas ou com uma “simples” enchente.
E a vingança de Gaia se tornará um guia para aqueles raros que sobreviverem não cometerem os erros que nós cometemos durante a nossa hospedagem neste planeta.
*Gaia = Terra viva
Por: Diogo Leonardo Marques dos Santos
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